Briozoários

23/09/2009 at 09:13 (Briozoários, Conservação, Invertebrados, Lofoforados)

Bryozoa, com aproximadamente 5000 espécies viventes, é o maior, o mais bem conhecido e o mais amplamente distribuído dos táxons lofoforados. Briozoários são bentônicos e coloniais; a maior parte das espécies vive fixa a substratos duros, mas um gênero é solitário e alguns formam colônias móveis. As colônias, as quais não se parecem muito com animais, podem ser grandes, mas cada uma é composta de numerosos zoóides diminutos que, sem dúvida, são animais. Bryozoa está entre os principais táxons animais, mas como suas colônias são pouco evidentes e frequentemente têm aspecto de plantas, passa despercibido pela maioria das pessoas que as consideram como algas ou musgos. De tão parecidos com plantas, alguns briozoários têm seus esqueletos tingidos de verde e vendidos em pequenos vazos como “samambaias aéreas” para turistas. Grande parte é marinha, mas cerca de 50 espécies vivem em água doce. Devido a muitos briozoários terem exoesqueleto calcário, há um registro fóssil extenso.
A maior parte vive em águas costeiras, fixa a rochas, pilares de ancoradouros, conchas, madeira, outros animais e superfície de grãos de areia individuais. Algumas espécies solitárias do gênero Monobryozoon vivem e movem-se pelos espaços intersticiais de areia marinha. Algumas cavam em substratos calcários. Uns poucos briozoários vivem em substratos moles. A colônia em forma de escudo de Cupuladria doma alcança o tamanho de uma moeda pequena. Ela permanece livre sobre o fundo, com as paredes frontais dos zoóides voltadas para cima.

Monobryozoon

Monobryozoon

Cupuladria cavernosa

Cupuladria cavernosa

Do ponto de vista econômico, os briozoários marinhos são um dos mais importantes grupos de organismos degradantes de fundos de navios. Cerca de 120 espécies, entre as quais as Bugula são as das mais abundantes, têm sido removidas de cascos de navio. Nas costas nordeste e noroeste dos Estados Unidos, Membranipora membranacea, em briozoário rendado introduzido, enfraquece as frondes das grandes algas pardas da ordem Laminariales (kelps), levando-as a se quebrar e assim destruindo hábitats para peixes, como o bacalhau jovem, e vários invertebrados, incluindo o ouriço-do-mar verde Strongylocentrotus drobachiensis.

Bugula_sp_a

Bugula sp

Membranipora membranacea

Membranipora membranacea

Strongylocentrotus drobachiensis

Strongylocentrotus drobachiensis

RUPPERT, E. E., FOX, R.S., BARNES, R.D. Zoologia dos Invertebrados – Uma Abordagem Funcional-evolutiva. 7ª Edição, Editora Rocca, São Paulo, 2005.

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