Conservação Relativa aos Peixes de Recifes de Coral

16/06/2009 at 12:13 (Conservação, Corais, Invertebrados, Peixes, Vertebrados)

A evolução e a manutenção da rica fauna Vertebrata dos recifes de corais dependem de muitos fatores, incluindo a preservação das florestas de mangue e das camas de algas adjacentes que fornecem áreas de berçário para os peixes de recife de coral e produção primária que é importada para o recife por meio de correntes ou por peixes migratórios entre esses habitats. A complexa estrutura tridimensional do recife de coral é muito importante. Quando esta estrutura entra em colapso, como no caso de tempestades extremamente fortes ou quando o recife é explorado como rocha calcária para a manufatura de concreto, dinamitado para capturar peixes para o comércio de aquaristas as populações e a diversidade dos peixes desaparecem. O crescimento dos recifes vivos, em toda a extensão da bacia do Caribe tem decaído dos 50 por cento de área recoberta para 10 por cento nas últimas três décadas. Na última década um fenômeno augorento tem sido observado em todo o mundo. Os recifes de corais apresentam sinais de estresse fisiológico e estão morrendo em massa. A causa parece ser temperaturas altas incomuns na superfície dos oceanos. Os animais que constroem o recife sucumbem à exposição prolongada a temperaturas mais altas do que as normais, deixando seus esqueletos mortos expostos aos organismos que os erodem e tempestades que comprometem a estrutura tridimensional do recife. Os corais estressados pelo calor perdem as algas simbiontes que vivem com eles e transformam luz em cor, conduzindo para o termo branqueamento do coral que descreve o fenômeno.

branqueamento de coral

branqueamento de coral

Um período de dois meses de temperaturas excepcionalmente altas, no final do verão de 1998, deixou menos de 5 por cento dos recifes de Belize e da América Central Caribenha cobertos por corais vivos. No Hemisfério Sul, no verão de 1998-1999, o estresse sobre os corais, induzido pelo calor, foi documentado nos recifes internos por toda a Grande Barreira de Corais da Austrália. Em janeiro de 2001 águas quentes não usuais resultaram no pior evento de clareamento de corais já registrado na Grande Barreira de Corais. O clareamento de corais, documentado mundialmente, é um sinal de severo estresse dos corais e pode levar à morte do coral em poucos dias.
Muitas variantes – talvez muitas espécies – de algas parecem estar distribuídas entre as espécies de coral, ou até mesmo em um único indivíduo de coral. Quando a tensão ambiental alcança um limiar para um coral particular e sua variante de alga, o coral branqueia, mas pode, assim, adquirir uma outra variante algal, que confere um maior grau de tolerância ao estresse para o mutualismo coral-alga. Dessa forma, branqueamentos em escalas menores podem ser mecanismos adaptativos para os quais o coral seleciona a melhor variante algal para funcionar so condições ambientais alteradas.
Embora este seja um fenômeno muito recente para que sejam feitas previsões sobre suas consequências, se os recifes, em todo o mundo, entrarem fisicamente em colapso, a maior diversidade de vertebrados na Terra também será destruída. Os recifes cresem vagarosamente. Mesmo quando as condições permitem a regeneração, os recifes podem ser muito modificados em grandes áreas do planeta por décadas ou mais tempo. Se águas aquecidas prevalecerem no futuro, os novos recifes que poderão ser formados em novas águas aquecidas ao norte e ao sul da atual área de ocorrência levarão séculos para amadurecerem e para desenvolverem um estrutura tridimensional complexa. Sem os novos habitats, os organismos de recifes enfrentam a possibilidade de extinção em massa nos próximos anos.  Será o desaparecimento dos recifes de corais e de sua fauna maravilhosa o “grito de alerta” do planeta – o primeiro sinal do aquecimento global?

POUGH, H. F., JANIS, C. M. & HEISER, J. B. A Vida Dos Vertebrados 4ª Edição, Atheneu Editora, São Paulo, 2008.

RUPPERT, E. E., FOX, R.S., BARNES, R.D. Zoologia dos Invertebrados – Uma Abordagem Funcional-evolutiva. 7ª Edição, Editora Rocca, São Paulo, 2005.

Anúncios

3 Comentários

  1. mariana said,

    isso nao presta

  2. biosystem said,

    por que você acha que isso não presta?

  3. Giuliana Marchi said,

    hein?
    pq isso n presta?
    n entendi se vc mariana n tem cultura o problema é seu

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: